Capitolio Consulting


Eventos para fazer a diferença

21 de agosto 2019 | Antonio Penteado Mendonça

As perguntas sobre o que o futuro próximo e o de longo prazo reservam para o setor de seguros serão debatidas e respondidas nesses eventos. Então, participar deles é questão de bom senso.

Até o final do ano ainda acontecem dois eventos de peso envolvendo o setor de seguros. Nos dias 4 e 5 de setembro acontece a CONSEGURO 2019 e em outubro acontece o Congresso Nacional dos Corretores de Seguros.

A CONSEGURO é promovida pela CNSeg (Confederação Nacional das Seguradoras) e o Congresso Nacional dos Corretores de Seguros é promovido pela FENACOR (Federação Nacional dos Corretores de Seguros). Mas, tanto faz se a pessoa é corretor, segurador, securitário, ressegurador ou prestador de serviços, os dois eventos são indispensáveis para quem quer estar atualizado e conhecer as tendências do setor de seguros.

O que vai acontecer, como vai acontecer, quando vai acontecer, por que vai acontecer e quem vai fazer são perguntas que necessitam de respostas, ainda mais em época de incertezas como a atual.

O Brasil está ameaçado de entrar no que se chama recessão técnica, que é quando a economia tem dois trimestres negativos seguidos. O setor de serviços está demitindo, a indústria está sucateada e o comércio anda de lado. A exceção é o comércio internacional, onde o país tem conseguido sucessivos superávits, especialmente com a exportação de grãos e minério.

Analisando o quadro com cuidado, pode se dizer que houve um retrocesso e que a realidade empresarial do país se aproxima do que era em 1905, quando vivíamos da exportação de produtos agrícolas e minério, ainda que em menor escala.

A industrialização era incipiente, ao contrário do que acontece agora, quando o parque industrial está sucateado, mas o resultado é o mesmo. Não temos muito setores competitivos para enfrentar a guerra do mercado internacional.

A culpa não é do atual Governo. O Brasil foi jogado numa de suas mais severas crises pelo governo do PT, mas antes disto já tínhamos enfrentado várias situações que nos amarram e impedem o crescimento nacional, começando pelo quadro político, passando pelo sistema tributário e pela carga escorchante de impostos que incide sobre a sociedade.

O atual Governo, por trás dos acessos verborrágicos que assolam a nação e mancham a imagem do país no exterior, está no caminho certo. A reforma da Previdência vai passar em patamares suficientes para desatar o nó futuro. A lei da liberdade econômica também está bem encaminhada. A reforma tributária virá na sequência e várias empresas foram privatizadas, como a TAG, a BR Distribuidora e o IRB Brasil Resseguros, jogando vários bilhões de reais no caixa do Tesouro Nacional.

Quais os impactos que estes fatos têm ou terão sobre o setor de seguros? Como entender o curto prazo? Como se preparar para o médio e o longo prazo? Como avaliar as diferentes oportunidades de crescimento num cenário favorável? E o que acontece se o cenário não for tão favorável assim?

São perguntas que exigem respostas para se fazer o planejamento adequado de todas as empresas que atuam no segmento. Seguradoras, corretores de seguros, resseguradores e prestadores de serviço precisam conhecer as variáveis, as ameaças e os pontos fortes que interferem no setor.

A CONSEGURO debaterá em painéis específicos e em eventos paralelos estas e outras questões que envolvem o planejamento estratégico, mas, além delas, o evento enfrentará questões de gestão, como compliance, procedimentos de fiscalização e uso eficiente de inteligência artificial.

E irá mais longe, abordando os impactos causados pela diversidade, pela necessidade de sustentabilidade social, pelas questões ambientais, pela implantação ou não de medidas de prevenção de riscos, além das questões envolvendo a retomada das obras de infraestrutura, começando pelo planejamento, passando pela captação de recursos, pela realização das obras e pela entrada em funcionamento dos diferentes projetos.

Em cenário nebuloso, o conhecimento faz toda a diferença. As previsões para o futuro do setor de seguros são otimistas, mas isso não quer dizer que todos se darão bem. O mercado não tem mais espaço para amadores. Por isso, participar da CONSEGURO é, antes de tudo, questão de bom senso empresarial.

Referência: O Estado de São Paulo