18º Congresso Estadual dos Corretores de Seguros

É hora de discutir problemas do setor de seguros, mas também é hora de colocar na mesa os graves problemas que afetam o País e que precisam de uma solução equilibrada

Entre 27 e 29 de setembro acontece o 18.º Congresso Estadual dos Corretores de Seguros de São Paulo. Com previsão de perto de dez mil participantes, as inscrições estão esgotadas, o que já faz do Congresso, mesmo antes de começar, um sucesso.

Os corretores de seguros são o grande canal de distribuição de seguros no Brasil. A imensa maioria dos negócios do setor tem a intermediação do corretor de seguros. É um dado muito positivo porque com a assessoria de um profissional especializado o segurado contrata melhor a proteção que ele necessita para seu patrimônio, sua vida, sua família e seus negócios.

Nos últimos anos, o mundo passou por profundas mudanças, que ainda não foram completamente assimiladas ou compreendidas pela sociedade. O setor de seguros não é exceção. Mais do que isso, além das mudanças diretas que o afetam e que não são poucas, o setor, como atividade de suporte, é afetado por todas as mudanças que atingem os demais setores da sociedade.

Internet, startups, redes sociais, vendas online são novidades que se contrapõem aos meios tradicionais de comercialização de seguros e que vieram para ficar, cada uma com seu impacto, que pode variar de cenário para cenário, mas vai atingir de uma forma ou de outra seguradores, resseguradores, corretores e prestadores de serviços.

Não há como parar o mundo, descer e ficar encostado no barranco, vendo a vida passar. Todos estamos na mesma jornada e, neste momento, ela atravessa uma região de rio encachoeirado e margens íngremes, onde a grande embarcação que carrega os novos desafios sociais precisa prático competente e tripulação corajosa.

Dentro do cenário global, a situação brasileira é altamente peculiar. Estamos sofrendo as mesmas pressões, mas por problemas internos a realidade nacional é mais grave e mais ameaçadora do que a dos países desenvolvidos.

É verdade, eles têm Trump e seus desatinos, mas nós temos nossas mazelas, nossas incertezas e um número expressivo de candidatos que seria melhor que não concorressem, tanto faz para que cargo.

Pelas regras que foram votadas, a renovação do Congresso Nacional e das Assembleias Estaduais será baixa. Por isso mesmo temos de escolher criteriosamente os novos nomes que devem atuar na política e assim dar uma chance de futuro ao Brasil.

A diretoria do Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo sabe disso e é por essa razão que o Conec deste ano tem um desenho diferente dos anteriores. É hora de discutir os problemas do setor de seguros, sem dúvida nenhuma, mas também é hora de colocar na mesa os graves problemas que afetam o País e que precisam de uma solução equilibrada.

O congresso vai descer fundo no tema, tanto que entre os palestrantes estará o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, além de alguns dos mais renomados jornalistas e analistas políticos.

A discussão organizada das carências e distorções que tomaram de assalto a política nacional é fundamental para mudar o dia a dia das pessoas, facilitar os negócios, e aumentar o bem-estar social.

Um país que tem 13 milhões de desempregados e mais de 20 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho é uma nação doente e a doença fica mais aguda quando mais da metade desse número é composta de jovens.

Sem resolver este nó não há como o setor de seguros crescer com a pujança possível. Para isso, ainda que difícil de serem eleitos, necessitamos novos nomes, novos deputados estaduais e federais comprometidos com novos padrões éticos e novas formas de fazer política, indispensáveis para mudar a feia corrupção e a incompetência que grassam nos dias de hoje.

Com o desenho desenvolvido pelo Sindicato dos Corretores de São Paulo para o Conec deste ano, as duas vertentes serão enfrentadas. Ao mesmo tempo que os problemas e desafios do setor serão discutidos por grandes especialistas, a realidade nacional será dissecada para que das discussões surjam novas ideias, propostas e pessoas aptas a mudar o quadro atual.

Referência: O Estado de São Paulo