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BB Seguros amplia oferta de garantia de renda agrícola

14 de outubro 2019

Coluna do Broadcast Agro

‘A tendência é de que pelo menos 30% da carteira de milho migre da modalidade de perda de produção para faturamento neste primeiro ano’, prevê Paulo Hora, superintendente de Seguros Rurais da empresa

A BrasilSeg, empresa da BB Seguros, avança no setor agrícola com o lançamento do seguro faturamento para milho de segunda safra, o “milho safrinha”. No caso de perdas por problemas de clima ou queda de preços, serão restituídos ao produtor de 65% a 80% da renda esperada. A companhia oferece este tipo de apólice desde 2011, quando lançou a proteção para soja. Três anos depois, vieram as modalidades para café e milho de primeira safra. E hoje o seguro faturamento já representa 35% da carteira agrícola da BrasilSeg, com 2 milhões de hectares cobertos. O milho safrinha contribui com 13% dos contratos, mas até agora a oferta se resumia à garantia contra quebra de safra. “A tendência é de que pelo menos 30% da carteira de milho migre da modalidade de perda de produção para faturamento neste primeiro ano”, prevê Paulo Hora, superintendente de Seguros Rurais. A BrasilSeg detém 57% do mercado de seguro agrícola no País.

Lavoura. Com produção do cereal em alta, produtor reforça proteção

Polo produtor

Agricultores de porte médio e também os pequenos são o foco da BrasilSeg – os grandes contam com outras alternativas de proteção. Serão buscados, em especial, clientes no Centro-Oeste, principal região compradora de seguro faturamento e líder na produção de milho safrinha, além de Minas Gerais e oeste do Paraná. “A safrinha de milho ocorre num período de maior risco climático e de possíveis oscilações de mercado”, destaca Hora. “O produtor vem pedindo proteção mais ampla.”

Oportunidade – O executivo da BrasilSeg evita fazer projeções, mas diz que o R$ 1 bilhão previsto para subvencionar a contratação de apólices no Plano Safra 2019/20 deve impulsionar modalidades de cobertura mais ampla. “O governo vai manter o seguro de faturamento para grãos com um porcentual de subvenção maior em relação a outros produtos, até para estimular a procura por instrumentos que protejam a receita”, diz.

Referência: Estado de São Paulo