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Mineradoras enfrentam dificuldades para fechar seguros

09 de setembro 2019

O desastre do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho (MG) no início do ano, não mudou somente as regras para a exploração mineral no Brasil, o mercado de seguros ficou mais restrito para as mineradoras brasileiras. Apólices de barragens, por exemplo, estão quase inexistentes. Nenhuma seguradora ou resseguradora quer assumir o risco caso ocorra mais um rompimento da estrutura.

“O que está ocorrendo também são contratos ‘pró-forma’, em que a seguradora faz seguro, mas quem assume todo o risco é a mineradora. Mas, isso acontece somente quando há necessidade de se comprovar a contratação do seguro para, por exemplo, conseguir licença de operação”, disse Ricardo Géo, sócio-fundador da Deal Seguros. A corretora é especializada em apólices para o mercado corporativo e o setor de mineração representa de 30% a 35% do volume de prêmio emitido pela companhia. “Seguramos não apenas as mineradoras em si, mas todos os fornecedores de serviços, como por exemplo, os equipamentos usados nas minas”, disse.

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Autor: Ana Paula Machado
Referência: Valor Econômico