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Mais Médicos tem 200 desistências, e vagas serão oferecidas de novo

05 de dezembro 2018

Total equivale ao número de médicos que já confirmaram que não ocuparão as vagas

Cerca de 200 médicos inscritos no programa Mais Médicos já comunicaram aos municípios que não devem ocupar as vagas, informou nesta terça-feira (4) o Ministério da Saúde.

Com a desistência, a pasta decidiu voltar a ofertar as vagas no sistema a partir das 18h desta quarta-feira (5). As inscrições serão voltadas a médicos brasileiros ou com diploma revalidado.

A previsão é que o edital continue aberto até sexta-feira (7), data prevista para o fim da seleção.

Segundo a pasta, o principal motivo alegado pelos médicos é a dificuldade em cumprir carga horária exigida pelo programa devido a outras atividades profissionais. Pelas regras do Mais Médicos, profissionais contratados devem trabalhar por 40 horas semanais em uma equipe de Saúde da Família.

Outros motivos para a desistência foram ingresso em programas de residência médica, nova proposta de trabalho e problemas pessoais.

Desde a última quinta-feira, a pasta passou a realizar uma força-tarefa para pedir que médicos inscritos no programa confirmem o mais rápido possível o interesse em ocupar as vagas. Ao todo, foram feitas mais de 3.000 ligações no início desta semana.

A orientação é que médicos que decidirem não comparecer às atividades informem representantes dos municípios, que comunicam a desistência ao Ministério da Saúde.

A oferta de 200 vagas, assim, corresponde ao total de médicos que já informaram sobre as desistências. O número, porém, ainda pode crescer nos próximos dias.  ​A previsão é a de que, a partir desta quarta, o sistema seja atualizado com novas vagas diariamente.

EDITAL

Na contramão das desistências, balanço divulgado pelo Ministério da Saúde aponta que 3.276 médicos inscritos no edital já se apresentaram aos municípios. Os demais têm até 14 de dezembro para entregar a documentação necessária e confirmar o interesse nas vagas.

Considerado emergencial, o edital com 8.517 vagas no programa ocorre após o fim da participação de Cuba no Mais Médicos. A decisão, anunciada pelo governo cubano em 14 de novembro, foi atribuída a declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que tem feito críticas à formação dos médicos e à falta de revalidação do diploma desses profissionais.

Até às 18h desta terça, cerca de 34.653 profissionais se inscreveram para participar do programa, dos quais 8.405 tiveram vagas selecionadas —o equivalente a 98,7% do total de vagas disponíveis.

Autor: Natália Cancian
Referência: Folha de São Paulo