Hermes Pardini fecha compra de controle de laboratórios toxicológicos

Negócio, fechado no sábado (7), ainda precisa de aval do Cade

O Hermes Pardini, de medicina diagnóstica, expande sua atuação na área de toxicologia ao comprar 55% do capital do Psychemedics Brasil por R$ 45 milhões.

O negócio, fechado no sábado (7) à noite e aprovado nesta segunda (9) pelo conselho de administração da empresa, ainda precisa de aval do Cade.

O Psychemedics teve R$ 132 milhões de margem líquida em 2017. O Pardini já fazia em parceria com a empresa adquirida exames toxicológicos de cabelo para detectar o uso de drogas em motoristas.

“Este mercado tem potencial para girar R$ 1 bilhão anuais em três a cinco anos. Com a logística do Pardini, poderemos oferecer em todo o Brasil”, diz Victor Pardini, presidente do conselho de administração do Hermes Pardini  e médico doutor em endocrinologia e geneticista.

“Desde que a lei do exame entrou em vigor, em 2016, caiu o número de mortes com caminhões nas estradas federais em 38%”, acrescenta.

O Pardini faz cerca de 3 mil exames por mês, enquanto o Psychemedics Brasil faz 70 mil a preços que variam entre R$ 180 e R$ 250.

O pagamento se dará em dois anos, 50% agora, com opção de compra do 45% restantes em 24 meses.

Marcello Rachlym, presidente da Psyquemedics, comandará a Pardini Toxicológico, que será criada.

É a segunda aquisição do grupo mineiro em pouco mais de um mês. O DLE (especializado no teste do pezinho e em doenças raras) passou a fazer parte do grupo em maio.

No segundo semestre de 2017, comprou duas empresas mineiras: Ecoar, laboratório de imagem especializado em cardiologia, e o Humberto Abrão, de alta hospitalidade, focado na classe A, por cerca de R$ 40 milhões cada.

“Vários concorrentes não fazem integração das adquiridas, mas nós procuramos aprender e ganhar expertise com elas”, diz Pardini.

O grupo atua principalmente em Minas Gerais, São Paulo, Rio e Goiás, mas tem 5,7 mil laboratórios conveniados no país que enviam exames para processamento em sua sede.

R$ 1,2 bilhão foi a receita do grupo em 2017

Autor: Maria Cristina Frias
Referência: Folha de São Paulo